Dicas
Dicas essenciais para evitar maiores problemas em sua saúde.
- Dicas em Cirurgia Plática
-
COMO ESCOLHER SEU CIRURGIÃO PLÁSTICO
Seja qual for o tipo de cirurgia que você vai fazer, um dos fatores mais importantes diz respeito à escolha do profissional que vai realizá-la. Independente do tamanho da área a ser operada, talvez essa seja a parte mais difícil, pois será ele o responsável pelos reparos a serem feitos em você, corrigindo os aspectos que a deixam descontente.
Acompanhe as dicas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP, uma entidade oficial filiada à Associação Médica Brasileira, para não ficar em dúvida. O primeiro passo para escolher o seu cirurgião é elaborar uma lista com os nomes dos possíveis candidatos. Para isso:
- Converse com amigos ou outras pessoas que já tenham passado pelas mãos desses médicos. Mas tenha em mente que cada paciente é único, assim como os resultados.
- Peça para aquele médico de família indicar algum conhecido que realize esse trabalho.
- Da mesma forma, se você conhece alguém da área de enfermagem ou de outro setor hospitalar, vale a pena conferir as impressões deles sobre o trabalho realizado por seus colegas de profissão.
- Consulte instituições de saúde bem conceituadas em sua região e solicite os nomes de profissionais por eles credenciados.
- Outra fonte é o diretório de membros da SBCP. Através da Internet você poderá pesquisar por nomes ou por cidades.
- Outra possibilidade é consultar publicações oficiais conhecidas como Guias de Especialidades.
- Tenha cautela com os anúncios sensacionalistas que prometem todo e qualquer tipo de resultado.
- Na primeira consulta, o cirurgião deve deixar claro os riscos durante e depois da cirurgia, evitando frustrações e desentendimentos futuros.
- Certifique-se de que seu médico possui credenciamento hospitalar. Isso significa que ele foi aprovado pelas normas regimentais do corpo clínico daquela instituição. Ligue para os hospitais e informe-se.
O QUE É A SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA?
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) é uma das maiores associações mundiais da especialidade. Fundada em 1948, é o órgão oficial da Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina a conferir o Título de Especialista em Cirurgia Plástica.
A missão da SBCP é incentivar o avanço na qualidade dos atendimentos oferecidos aos pacientes, através da promoção de altos padrões de treinamento, ética, exercício profissional e pesquisa científica em Cirurgia Plástica. Além da formação e educação continuada oferecida aos seus membros a SBCP busca uma integração com a comunidade através de comunicações na mídia, site da internet e telefone de contato, visando proporcionar educação pública no que se refere aos assuntos da especialidade.
Apenas os membros da SBCP podem utilizar esta logomarca que expressa um símbolo de excelência em Cirurgia Plástica que você deverá procurar quando for escolher o seu cirurgião.
PORQUE OS MEMBROS DA SBCP TEM QUALIFICAÇÃO ESPECIAL?
A legislação permite que qualquer médico realize procedimentos em cirurgia plástica, embora só possa se intitular Especialista se passar pelo treinamento e provas indicadas pela Sociedade Brasileira da especialidade. Desta forma você poderá se defrontar com profissionais que, embora legalmente amparados, não tiveram uma formação adequada para a realização dos procedimentos com segurança e eficiência.
Ao escolher um membro da SBCP você tem a certeza de que seu cirurgião, além de graduado por uma escola médica reconhecida, freqüentou dois anos de residência em Cirurgia Geral, e mais três anos em Cirurgia Plástica. Alem disso, foi aprovado em concursos com exames orais, escritos e curriculares para chegar a atingir as Categorias de Sócios da SBCP, sendo ainda chamado ao cumprimento de um rigoroso código de ética e à participação em jornadas e congressos para atualização profissional. Não deixe de exigir tais qualificações na hora de escolher o seu médico. Agora que você já checou todas as informações necessárias, existem boas chances de você sentir-se feliz e realizada com sua cirurgia plástica.
- Queimaduras
-
INFORMAÇÕES PRÁTICAS AO PÚBLICO EM GERAL E NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS EM QUEIMADURAS
Que é queimadura?
É uma lesão, geralmente restrita a pele, decorrente da aplicação de calor ao corpo. As queimaduras variam muito de importância e gravidade, dependendo do agente causador, que pode ser liquido aquecido, fogo, álcool, gasolina e querosene incandescentes, eletricidade, agentes químicos, etc. Além disso, também é muito importante o tempo de contato deste agente com o corpo, a extensão do corpo atingida e o tempo transcorrido entre o acidente e o primeiro socorro.
Qual a queimadura mais comum?
É aquela causada por líquidos aquecidos (água, leite, café, gordura quentes), geralmente em casa e na cozinha. As crianças, infelizmente, são as mais acometidas neste tipo de acidente. Em segundo lugar vem os acidentes causados pelo álcool incandescente. Estes são sempre graves e importantes e acontecem, geralmente, nas churrasqueiras, fogueiras, acampamentos, etc. De igual importância, as queimaduras causadas pelo fogo direto no corpo merecem cuidados especiais em centros de referência em atendimento a queimados.
O que é queimadura elétrica?
É a lesão da pele (em alguns casos o tecido gorduroso, músculos e até ossos podem estar comprometidos) causada pela transformação da energia radiante em calor.
Aqui, as queimaduras são invariavelmente graves podendo resultar até mesmo em morte no local do acidente. Devido as peculiaridades das lesões, as queimaduras elétricas devem ser tratadas exclusivamente por cirurgiões plásticos e suas equipes, de preferência em centros de referência em atendimento a queimados.
O que é queimadura química?
São as lesões da pele decorrentes da ação cáustica aguda causada por um determinado agente químico. Dependendo do agente, estas queimaduras se revestem de grande importância e gravidade. Por isso é fundamental o mais rápido atendimento por médicos especializados, de preferência em centros de referência. São, entretanto, mais raras em nosso meio.
Qual a primeira coisa a fazer diante de um acidentado com pequenas e médias queimaduras?
Em qualquer tipo de acidente é muito importante que se observe se o acidentado está respirando bem. Nas queimaduras mais comuns, que são as causadas por líquidos aquecidos, fogo ou eletricidade, a melhor conduta é resfriar as lesões seja através de água corrente (torneira, chuveiro, mangueira) ou por aposição de toalhas ou panos umedecidos em água gelada ou em temperatura ambiente. Essa medida interrompe o calor residual que permanece mesmo após o acidente melhorando imensamente a dor. Em seguida, deve-se levar o acidentado a um posto médico, de preferência que tenha um cirurgião plástico de plantão.
Que analgésicos podem ser feitos logo após a queimadura?
O ideal é não dar nenhum tipo de remédio até o primeiro atendimento num Posto Médico. O resfriamento das lesões com água corrente e/ou toalhas molhadas ajudam a melhorar a dor até se chegar num Hospital ou Centro Médico. Entretanto, em casos de acidentes muito distantes do socorro em Hospitais pode-se associar analgésicos comuns às medidas de resfriamento. Com isso consegue-se uma melhora significativa da dor.
Os remédios para acalmar (sedativos) podem ser feitos nos pacientes queimados?
A agitação do paciente que se queima deve-se à dor. O que se deve fazer, é tentar diminuir a dor através das medidas citadas. Nunca se deve sedar um paciente que esteja com dor pois pode haver uma reação contrária ao efeito desejado e piorar a agitação. Dessa forma não se deve sedar pacientes queimados.
Os dentifrícios (pasta de dente), manteiga, pó de café, clara de ovo, folha de bananeira, pomadas caseiras e outras substâncias ajudam nas queimaduras?
Não. Estas substâncias só atrapalham e às vezes prejudicam a evolução natural da cicatrização, causando infecções e piorando o quadro. Até que se encontre um atendimento médico, nada deve ser colocado em cima das áreas queimadas, nem mesmo pomadas que se tenha em casa. Apenas cobrir estas áreas com toalhas, lenços ou panos úmidos.
- Câncer de Pele - Como Evitar
-
O Brasil é a terra do sol. Nosso clima tropical apresenta alta incidência de dias ensolarados, favorecendo as atividades de lazer e os esportes praticados ao ar livre. Além disso, nossas belas praias são um enorme atrativo para o encontro social, seja em busca de refresco para o calor ou de diversão.
A exposição solar e as atividades ao ar livre trazem energia para o nosso dia a dia e garantem hábitos saudáveis de vida. No entanto, o sol, que nos proporciona dias inesquecíveis pode trazer problemas imediatos e futuros para a sua pele.
As células normais da pele crescem, dividem-se e são substituídas. Isto mantém a pele saudável. Os raios solares danificam estas células da pele. Isto provoca rugas prematuras, câncer e outros problemas de pele. Ficar habitualmente sob o sol, mesmo se você não se queimar, pode causar câncer de pele. O bronzeamento é a tentativa desesperada do corpo de se proteger dos prejudiciais raios solares.
O sol é o principal responsável pelo envelhecimento da pele e pelo surgimento do câncer. Especialmente durante o verão, devido às férias, ficamos mais tempo ao ar livre e expostos ao sol, aumentando o risco de queimaduras solares. Exatamente nesta época, o ultravioleta B, principal causador do câncer da pele, apresenta maior intensidade, por isso, todos os cuidados devem ser tomados para evitar a ação danosa do sol.

Seguindo as orientações abaixo, você poderá aproveitar o melhor do verão protegendo sua pele:
1. Evite exposições prolongadas e repetidas ao sol. Queimaduras solares acumuladas durante a vida predispõem ao câncer da pele.
2. Evite se expor ao sol nos horários próximos ao meio-dia. O horário entre 10 e 16 horas tem grande incidência de raios ultravioleta B, principais responsáveis pelo surgimento do câncer da pele. Procure a sombra neste período.
3. O bronzeamento ocorre gradativamente, após os primeiros dias de exposição. A pele leva 48 a 72 horas para produzir e liberar a melanina, pigmento que dá cor à pele. Portanto, não adianta querer se bronzear em um só dia, ficar muito no sol não vai acelerar este processo, você só vai se queimar.
4. Use sempre barracas de praia, bonés, viseiras ou chapéus. Cerca de 70% dos cânceres da pele ocorrem na face, proteja-a sempre. Não se esqueça de proteger os lábios e as orelhas. As barracas devem ser grossas, para bloquear bem a passagem do sol.
5. Aplique generosamente o filtro solar, 20 a 30 minutos antes de sair ao sol. Este é o tempo necessário para a estabilização do protetor solar na pele, de modo que sua ação ocorra com maior eficácia. Faça isso de preferência em casa, sem pressa.
6. Use filtro solar com FPS 15 ou maior. FPS é a abreviação de Fator de Proteção Solar e significa que usando um filtro com FPS=15 sua pele levará 15 vezes mais tempo para ficar vermelha do que sem proteção. Para pessoas muito claras, aconselho usar filtros com FPS 25 ou maior para garantir uma melhor proteção.
7. Peles claras e pessoas ruivas exigem maiores cuidados, pois são mais propensas ao câncer da pele. Pessoas de pele muito clara raramente se bronzeiam, portanto não insista em querer se bronzear, você só vai se queimar e danificar sua pele.
8. Mormaço também queima. Não se engane. Em dias nublados cerca de 40 a 60 % da radiação solar atravessam as nuvens e chegam à Terra, portanto use filtros solares também nestes dias.
9. Filtro solar deve ser usado diariamente. Mesmo se você não vai à praia, mas se expõe ao sol no seu dia a dia, use filtro solar nas áreas expostas evitando o dano solar que se acumula durante os anos.
10. A proteção das crianças é responsabilidade dos pais! Proteja as crianças e estimule os adolescentes a se protegerem, é um hábito que deve ser formado desde cedo. Cerca de 75% da exposição solar acumulada durante a vida ocorre dos zero aos 20 anos de idade, sendo muito importante a proteção solar nesta faixa etária.
Autobronzeadores: uma opção para o bronzeamento
Os autobronzeadores são cremes ou loções com dihidroxiacetona, substância que provoca uma reação química na pele, escurecendo-a. Esta reação provoca a pigmentação da camada mais externa da pele (camada córnea), dando uma cor semelhante à do bronzeamento. Os produtos não estimulam a produção da melanina, pigmento que dá a cor natural da pele, portanto, na verdade, não estão bronzeando, apenas tingindo a camada córnea.
Não causam mal algum, a não ser naqueles que tenham alergia ao produto. O inconveniente é que, em algumas pessoas, a coloração resultante não fica muito natural, por isso recomenda-se experimentar o produto em uma pequena parte da pele para ver se a cor fica boa e aí então aplicar no resto do corpo. O produto deve ser reaplicado em intervalos que variam de 2 a 5 dias para se manter a cor, e são uma boa opção para aqueles que não dispensam uma "corzinha" no verão, mas querem manter a pele saudável.
Os autobronzeadores não devem, entretanto, ser confundidos com protetores solares, pois a coloração resultante do seu uso não confere proteção contra o sol.
CÂMARAS DE BRONZEAMENTO ARTIFICIAL: mais seguras que o Sol?
As câmaras de bronzeamento artificial utilizam raio ultravioleta. Os produtores destas câmaras alegam que eles utilizam raios UVA "não-lesivos". Mas tanto o UVA quanto o UVB provocam danos à pele. Enquanto o raio UVA demora mais tempo para começar a danificar a pele em relação ao UVB, o UVA atinge a pele mais profundamente. Portanto as câmaras de bronzeamento artificial causam danos assim como a exposição solar.
Quem pode ter câncer de pele?
Qualquer um pode ter um câncer de pele, mas ele é particularmente comum em dois grupos: aquelas de pele muito clara e aquelas que constantemente se expõem ao sol, como agricultores, velejadores, pescadores, jardineiros, trabalhadores da construção civil (apesar de trabalhadores que não trabalham ao sol, mas com exposição solar intermitente, porém intensa, poderem desenvolver melanoma). O câncer de pele parece ter um componente hereditário, e a exposição a certos produtos químicos como os arsênicos podem causar câncer. Apesar da doença ocorrer principalmente em indivíduos idosos, o dano solar provavelmente ocorreu muito antes. Hoje em dia tratamos pessoas aos 20 ou 30 anos de idade com câncer de pele.
Como o câncer de pele é tratado?
O tratamento do câncer de pele é determinado pelo tipo, localização, extensão do câncer, idade do paciente e história prévia de câncer de pele. A biópsia é feita para determinar se a lesão é maligna. Se positiva, o câncer de pele deve ser removido por um destes métodos: cirurgia excisional, curetagem e eletrocoagulação, criocirurgia, radioterapia, quimioterapia tópica ou com mapeamento intra-operatório das margens.
Na cirurgia excisional, o tumor inteiro é ressecado com margem de segurança. O tecido removido é microscopicamente analisado para garantir que todas as células cancerosas foram removidas. Na curetagem e eletrocoagulação a cureta é utilizada para remover o tumor e a eletrocoagulação para se obter margem de segurança.
Na criocirurgia, o nitrogênio líquido é aplicado repetidamente em ciclos para se destruir todas as células cancerosas. Na radioterapia, radiação é aplicada ao tumor.
Muitas doses são necessárias, e o tratamento pode demorar semanas ou meses.
Na quimioterapia, o 5-fluoracil é aplicado na forma de creme, sendo muito efetivo no tratamento de lesões pré-cancerosas ou superficiais. Na técnica de mapeamento intra-operatório das margens, as camadas de tecido são sucessivamente removidas até a completa remoção das células tumorais. Pode ser realizada a nível ambulatorial e apresenta altos índices de cura.
Os óculos de sol são realmente importantes?
Sim. Seus olhos possuem proteção natural que são as pupilas. Estas se contraem quando há muita luz brilhando para diminuir a quantidade de luz que atinge a retina, a córnea e o cristalino, bloqueando a radiação visível. Entretanto, inflamação da córnea pode ser causada por exposição solar, e há evidências que implicam a radiação solar como causa de catarata. A área ao redor dos olhos é um local comum de câncer de pele.
Os melhores óculos de sol permitem que apenas 5% da luz visível e da radiação infravermelha penetrem nos olhos. Os óculos mais escuros não são os melhores, porque as pupilas se abrem amplamente para permitir a visão permitindo com que mais radiação atinja a retina. Um oftalmologista ou técnico especializado pode ajudá-lo a escolher o melhor modelo.
Faça sempre o auto-exame de pele!
O melhor modo de auto exame é utilizando um espelho grande e um espelho de mão a fim de checar cada área de seu corpo.
Primeiro, você precisa aprender onde estão suas marcas de nascença, pintas e sardas e como aparentam. Cheque por qualquer imagem nova, como mudança de tamanho, textura ou cor de uma pinta ou machucados que não cicatrizam.
Olhe na frente e atrás de seu corpo no espelho, levante seus braços e olhe nos lados direito e esquerdo.
Dobre os cotovelos e olhe cuidadosamente nas palmas das mãos, antebraços, incluindo a parte de baixo, e seus braços.
Cheque a frente e atrás de suas pernas. Olhe também entre as coxas e por volta da região genital.
Sente-se e examine de perto seus pés, incluindo-se as plantas dos pés e os espaços entre os dedos.
Olhe seu rosto, pescoço e couro cabeludo. Você pode usar uma escova ou um secador para movimentar melhor o cabelo e enxergar melhor.
Fazendo o auto-exame regularmente, você se familiarizará com o que é normal para você. Se encontrar algo incomum, vá a um médico. Quanto mais precoce a detecção do câncer de pele, melhor a chance de curá-lo.
- Anestesia
-
O que é anestesia?
Anestesia é o estado de ausência de dor. Ela pode ser geral, isto é, para o corpo todo ou parcial, também chamada de regional, quando apenas uma região do corpo é anestesiada. Sob efeito de uma anestesia geral, você ficará dormindo; já em uma anestesia regional, você poderá ficar dormindo ou acordado, conforme conveniência do caso. Em ambas as situações, o anestesista ou anestesiologista vigiará as funções dos seus órgãos vitais, durante o tempo que se fizer necessário, providenciando para que seu organismo reaja da melhor e mais segura maneira possível.
Quem aplica a anestesia?
A anestesia geral deve ser aplicada por médicos com curso de especialização de, no mínimo, dois anos em anestesiologia, em Centros de Ensino e Treinamento, credenciados pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia. O seu anestesiologista estará a seu lado, durante todo o tempo da cirurgia, exclusivamente para cuidar de você, mesmo que você não perceba ou disto não se recorde depois de terminada a anestesia.
O que faz o médico anestesiologista?
É o médico anestesiologista quem vigia seu organismo para mantê-lo equilibrado durante a cirurgia, controlando sua pressão arterial, pulso e ritmo cardíaco, respiração, temperatura corporal e outras funções importantes para o sucesso da cirurgia.
Quanto tempo dura a anestesia?
A anestesia dura tanto tempo quanto necessário para que se possa realizar a cirurgia com tranqüilidade, oferecendo ainda abolição da dor por tempo variável, de acordo com a técnica e anestésico empregados, no pós-operatório imediato.
Que tipos de anestésicos são empregados?
Existem diversos anestésicos, gerais, regionais e locais. Todos proporcionam anestesia adequada, quando convenientemente empregados. A escolha do anestésico dependerá do tipo e duração da cirurgia, bem como da situação física e emocional do paciente. Depois de estar a par de seus exames laboratoriais, da cirurgia proposta e conhecer o seu organismo, o anestesiologista escolherá o anestésico mais adequado ao seu caso em particular.
Quem esclarece você sobre a anestesia?
Você deve conversar com seu cirurgião sobre a anestesia a ser empregada, e, evidentemente com o anestesiologista que lhe irá administrar a anestesia. Porém, mais importante que isso, é o cuidado que você deve tomar ao receber informações de pessoas não especializadas ou não familiarizadas com os procedimentos cirúrgicos, pois existe ainda, muita fantasia e desinformação a respeito de anestesia.
Quem escolhe o anestesista?
Você tem o direito de escolher seu anestesista, como o fez com seu cirurgião. Normalmente, porém, o seu cirurgião já trabalha com anestesiologistas, que o atendem normalmente e conhecem seus métodos e técnicas cirúrgicas próprias, fazendo parte de sua equipe, o que torna o procedimento anestésico-cirúrgico mais seguro. Desta forma, dia, horário e local de sua cirurgia serão combinados com seu cirurgião, e este informará à equipe.
Como colaborar com o anestesista?
- Não coma ou beba coisa alguma pelo menos oito horas antes de sua cirurgia.
- Evite tranqüilizantes no dia da cirurgia. Eles serão administrados no hospital, como medicação pré-anestésica.
- Não mastigue chicletes ou gomas de mascar antes da cirurgia, pois isto provoca aumento de suco gástrico e ar no estômago, possibilitando também maior incidência de náuseas e vômitos no pós-operatório.
- Não deixe de tomar os medicamentos de que faz uso regularmente, a não ser por orientação expressa do seu médico. Além desses medicamentos, você deve dizer a seu médico quais remédios você tomou recentemente, bem como o que lhe causa alergia.
- Evite ir para a sala de cirurgia usando absorventes internos (OB), lentes de contato, cosméticos ou produtos de beleza, jóias, relógios, pulseiras, brincos, piercing, grampos de cabelo, cílios postiços ou quaisquer outros objetos desnecessários.
- Recomenda-se que você só deverá deixar o hospital na companhia de pessoa maior e responsável.
O que é recuperação pós-anestésica?
Quando termina a cirurgia, o anestesista suspende os anestésicos e inicia-se o processo de recuperação da consciência ou regressão da anestesia. Isto pode demorar de alguns minutos até algumas horas, dependendo da duração, do tipo de anestesia aplicada e de sua sensibilidade individual. Durante este tempo de recuperação, você estará sob cuidados de pessoal qualificado para que lhe dará a devida atenção. Você só será levado para seu quarto quando seu médico anestesiologista tiver certeza de que você não corre riscos de vida ou de acidentes.
Como vai se sentir após a anestesia?
O que se vai sentir após a anestesia, como tudo em medicina, depende principalmente de cada indivíduo em particular, além do tipo de cirurgia, do tipo de anestesia, das condições físicas, de medicamentos que se está tomando, enfim, de múltiplos fatores. Graças às técnicas modernas de anestesia, atualmente muito poucos pacientes chegam a sentir-se realmente mal. No mais das vezes, o que se sente fica restrito a um pouco de frio (porque se perde temperatura no decorrer da cirurgia); este faz surgir um tremor, que é a defesa normal do organismo frente ao frio, que será diminuído com o uso de cobertores e/ou aquecedores. Ocasionalmente podem ocorrer náuseas, que são controláveis com medicação específica.
Qual o risco de uma anestesia?
São raros hoje em dia os acidentes ou complicações de uma anestesia. Com medicamentos, instrumental e técnicas adequadas, o anestesiologista reduz a um mínimo os riscos anestésicos, mas é claro que eles nunca chegam a zero, uma vez que há fatores de risco imponderáveis, ligados não só à anestesia, como à própria operação. O seu médico anestesista sempre empregará todo seu conhecimento médico especializado, além de sua experiência clínica e perícia técnica para o sucesso completo da operação a que você estará se submetendo.